sábado, 10 de maio de 2014

Um poema escrito a lápis


Guardo uma vontade que me consome,
de sair daqui. Deste preciso lugar.
Onde me encontro sem saber onde estou,

lugar este, irreconhecível
que já não me pede por rima,
que já não ilustra o que anseio por ver,
que já não me faz querer ficar.

Escondi a minha história, tão fundo aqui
para que ninguém a pudesse encontrar…
nem mesmo eu nem mesmo este lugar.

Olho em volta, procurando por um sinal:
que me mostre que fui feliz,
sem o gesto de sorrir;
que amei intensamente,
sem saber o que é amor;
que mostrasse daquilo que sou feita,
mesmo sem saber quem sou;

Encontrei memórias manchadas
com o presente, já velho,
que este lugar se tornou!
Memórias essas,
Que são como versos num poema escrito a lápis…
podem ser apagadas.


Patrícia Cabecinha  - 11º D 

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